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Veja o que é #FATO ou #FAKE no debate da Globo com candidatos ao governo de Minas Gerais

Os candidatos Gabriel Azevedo (MDB), Alexandre Kalil (PDT), Patrus Ananias (PT), Cleitinho Azevedo (Republicanos), Flávio Roscoe (PL) e Mateus Simões (PSD) no...

Veja o que é #FATO ou #FAKE no debate da Globo com candidatos ao governo de Minas Gerais
Veja o que é #FATO ou #FAKE no debate da Globo com candidatos ao governo de Minas Gerais (Foto: Reprodução)

Os candidatos Gabriel Azevedo (MDB), Alexandre Kalil (PDT), Patrus Ananias (PT), Cleitinho Azevedo (Republicanos), Flávio Roscoe (PL) e Mateus Simões (PSD) no estúdio da TV Globo em Minas para participar do debate entre candidatos ao governo de Minas Gerais Douglas Magno/Globo A Globo promoveu, nesta terça-feira (29), um debate com candidatos ao governo de Minas Gerais. Com mediação da jornalista Liliana Junger, o encontro, realizado na redação da TV Globo em Belo Horizonte, foi transmitido ao vivo pela emissora e pelo g1. ✅ Siga o canal de Fato ou Fake no WhatsApp Os participantes, em ordem alfabética, foram: Alexandre Kalil (PDT) Cleitinho Azevedo (Republicanos) Flávio Roscoe (PL) Gabriel Azevedo (MDB) Mateus Simões (PSD) Patrus Ananias (PT) A equipe do Fato ou Fake checou as principais declarações dos candidatos. Leia: Alexandre Kalil (PDT) "Deixei R$ 500 milhões em caixa [na Prefeitura de Belo Horizonte]." g1 A declaração é #FATO. Veja por quê: O último Demonstrativo da Disponibilidade de Caixa e Restos a Pagar da Prefeitura de Belo Horizonte, na gestão Kalil, é o de 31 de dezembro de 2021. Segundo o documento, havia cerca de de R$ 698 milhões em caixa líquido de recursos livres. Esse é o dinheiro que "sobra" depois do desconto de despesas já contratadas e que pode ser usado em qualquer área. Kalil deixou a Prefeitura de Belo Horizonte em 25 de março de 2022 para disputar o Governo de Minas. O vice Fuad Noman assumiu o cargo. No fim de 2022, já com Fuad Noman no cargo em nove dos doze meses do ano, o caixa líquido de recursos livres estava em R$ 722,8 milhões, perto do valor do ano anterior. Os números oficiais antes e depois da saída de Kalil ficam acima dos R$ 500 milhões que ele citou no debate. Procurada pelo Fato ou Fake, a assessoria de Alexandre Kalil disse, por telefone, que "o candidato fez uma aproximação do número de R$ 689 milhões, tendo já mencionado, em outras entrevistas, que o valor foi acima de R$ 600 milhões". Cleitinho Azevedo (Republicanos) "A gente [Minas Gerais] é o segundo estado que mais exporta no Brasil." g1 A declaração é #FATO. Veja por quê: Dados no Comex Stat, sistema oficial do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), mostram que Minas Gerais ocupou a 2ª posição no ranking nacional de exportações em agosto de 2026, ficando atrás somente de São Paulo. Em terceiro lugar, ficou o Rio de Janeiro. “Sul de Minas hoje, para você entender: as estradas são todas privatizadas, com valor de tarifa até de R$ 15.” g1 #NÃOÉBEMASSIM. Veja por quê: Nos últimos anos, o governo estadual e o governo federal realizaram leilões e repassaram alguns trechos na região à iniciativa privada. É o caso do lote de rodovias administrado pela concessionária EPR Sul de Minas, que, desde 2033, opera cerca de 454 km de malha rodoviária em municípios como Pouso Alegre, Poços de Caldas, Itajubá, Jacutinga, Ouro Fino, Monte Sião, Bueno Brandão, Andradas e Gonçalves. Entre as rodovias nessa situação, estão a MG-290, MG-173, MG-179, MG-295, MG-459, MG-455, LMG-877 e CMG-146, além de um trecho da BR-459. A concessão, porém, abrange uma parte da rede viária do Sul de Minas. Há rodovias estaduais que contiuam sob administração direta do Departamento de Estradas de Rodagem de Minas Gerais (DER-MG), rodovias federais não concedidas sob responsabilidade do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT) e estradas vicinais, que em geral são municipais e têm manutenção a cargo das prefeituras. Procurado pelo Fato ou Fake, o DER-MG disse, por e-mail, que: “Atualmente, estão sob a responsabilidade do DER, por meio das Unidades Regionais de Varginha, Poços de Caldas e Itajubá, 1.528,2 km de rodovias, entre trechos pavimentados e não pavimentados. Em relação à malha estadual concedida, no âmbito da Artemig, o Lote Sul de Minas compreende 454,3 km de rodovias, enquanto o Lote Varginha – Furnas compreende 432,8 km, totalizando 887,1 km de rodovias pavimentadas”. Já a assessoria de Cleitinho Azevedo disse que: "Reconhecemos que a expressão ‘as estradas são todas privatizadas’ pode ser entendida de forma literal e, nesse sentido, não significa que 100% da malha rodoviária do Sul de Minas esteja concedida à iniciativa privada". Já o valor da tarifa de pedágio varia em relação à concessionária, praça e categoria do veículo. A EPR Vias do Café, por exemplo, cobra R$ 15,80 de carros, caminhonetes e furgões. Essa concessão administra 432,8 km de rodovias em 22 municípios do Sul de Minas. Flávio Roscoe (PL) "A cidade de Extrema, que hoje é a quinta maior arrecadação do estado." g1 A declaração é #FATO. Veja por quê: Segundo dados da Secretaria de Estado de Fazenda (SEF-MG), a cidade de Extrema, no Sul de Minas, arrecadou R$ 2,3 bilhões de janeiro a agosto deste ano com Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) e outras receitas. Esta é a quinta maior cifra entre todos os municípios mineiros no período. Extrema ficou atrás apenas de Belo Horizonte (R$ 14,7 bilhões), Betim (R$ 8,3 bilhões), Uberlândia (R$ 4,8 bilhões) e Contagem (R$ 3,7 bilhões). Gabriel (MDB) "Minas Gerais é um dos quatro estados do Brasil em que o ensino integral caiu." g1 A declaração é #FATO. Veja por quê: O 3º Relatório de Monitoramento do Programa Escola em Tempo Integral, do Ministério da Educação, aponta que só quatro estados tiveram redução nas matrículas em tempo integral das redes estaduais entre 2022 e 2025: Minas Gerais, Paraíba, Santa Catarina e Rondônia. Minas teve a maior perda em número absoluto: 25.106 matrículas a menos, uma queda de 13%. Na Paraíba, a redução foi de 9.894; em Santa Catarina, de 7.104; e em Rondônia, de 657. No mesmo período, 23 unidades da federação ampliaram a oferta, e o país somou 590 mil novas matrículas em tempo integral nas redes estaduais, um crescimento de 27%. A queda em Minas se concentrou entre 2022 e 2023, com 54.183 matrículas a menos. Nos dois anos seguintes, o estado recuperou parte do que perdeu, mas ainda não voltou ao patamar de 2022. Levando em consideração apenas o ensino médio no período de 2019 a 2026, houve aumento nas matrículas no ensino integral. Segundo a Secretaria de Estado de Educação, o ensino médio em Tempo Integral passou de 78 escolas em 2019 para 719 em 2023. Em 2026, eram 835 escolas, com 96,9 mil alunos. Mateus Simões (PSD) "Como a gente [gestão Simões/Zema] fez com o Samu, que hoje atende o estado inteiro." g1 A declaração é #FATO. Veja por quê: O Samu passou a ter cobertura nos 853 municípios de Minas Gerais em dezembro de 2025, durante a gestão de Romeu Zema, quando Mateus Simões era vice-governador. A ampliação ocorreu com a implantação do serviço nas últimas 27 cidades que ainda não tinham cobertura, no Triângulo do Sul. Com isso, o governo estadual anunciou a universalização do Samu no estado. Patrus Ananias (PT) “Minas Gerais tem hoje uma dívida de aproximadamente R$ 200 bilhões.” g1 A declaração é #FATO. Veja por quê: De acordo com os dados mais atualizados da Secretaria de Estado de Fazenda (SEF-MG), de 31 de agosto de 2026, Minas Gerais tem uma dívida total de R$ 208,87 bilhões. Desse montante, R$ 188,19 bilhões são devidos à União. O saldo está sendo pago por meio do Programa de Pleno Pagamento de Dívidas dos Estados (Propag). Outros R$ 14,3 bilhões se referem a outros contratos, como com o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) e o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). Os R$ 6,3 bilhões restantes correspondem a dívidas relativas a depósitos judiciais, ao Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), ao Instituto de Previdência dos Servidores Militares do Estado de Minas Gerais (IPSM) e a outros passivos. "Professoras e professores que em Minas hoje recebem menos do que o valor estipulado no Plano Nacional.” g1 #NÃOÉBEMASSIM. Veja por quê: O piso nacional do magistério em 2026 foi fixado em R$ 5.130,63 para uma jornada de 40 horas semanais. Na rede estadual de Minas Gerais, a carga horária do professor de educação básica é de 24 horas semanais. Por isso, o governo do estado aplica um critério de proporcionalidade e paga um vencimento básico de R$ 3.078,50 para a categoria. O Executivo estadual justifica o pagamento proporcional com base na própria Lei Federal 11.738, que regulamenta o piso do magistério. A legislação prevê que a remuneração referente a jornadas de trabalho diferentes de 40 horas será, no mínimo, proporcionalmente correspondente ao valor do piso nacional. No entanto, o sindicato que representa os professores da rede estadual, o Sind-UTE/MG, contesta a política salarial adotada pelo estado. A entidade reivindica a aplicação do valor integral do piso nacional. Procurada pelo Fato ou Fake, a assessoria de Patrus disse que o candidato considerou o apenas o posicionamento do sindicato, argumentando que "o piso nacional é referência para professores com formação em nível médio, enquanto o ingresso na carreira em Minas Gerais exige curso superior". As checagens estão em andamento. Participaram da checagem: Larissa Cavalcante, Leonardo Milagres, Rafaela Mansur e Rodrigo Salgado. Veja também Vídeo mostra homem tomando 'banho com fogo' em fonte natural de água na Rússia É #FATO: vídeo que mostra homem tomando banho em fonte natural em meio a chamas é real VÍDEOS: Os mais vistos agora no g1 Agora no g1 VÍDEOS: Fato ou Fake explica VEJA outras checagens feitas pela equipe do FATO ou FAKE Adicione nosso número de WhatsApp +55 (21) 97305-9827 (após adicionar o número, mande uma saudação para ser inscrito) GloboPop: clique para ver vídeos do palco de Fato ou Fake